domingo, 19 de outubro de 2008


Esboço de amor
 
 
Ah!Que saudade do tempo em que minha alegria era contemplar tua imagem
Teus olhos negros para quem o céu se desenhava todas as noites
De tanto amor quase morri
Todos os meus sonhos só são sonhos quando tu estás
 
Tão efêmeros tais momentos e não se desfizeram nestes dias errantes
Guardo entre um suspiro e outro, tua essência
E o breve espaço de tempo com que tua boca costumava encostar-se à minha
 
Releio tuas cartas e decoro tua grafia em linhas tortas 
Onde tu estás? Que eu não te vejo mais?
Ah,como eu te amo,meu anjo lindo
Mas ninguém precisa saber.



(M.S)

domingo, 12 de outubro de 2008

Para uma avenca partindo.


"Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta,que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado,assim,como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer,pequena,rala,uma avenca,talvez uma samanbaia,no máximo uma roseira.É,não estou sendo gosseiro não,esperava de você apenas coisas assim,avenca,samanbaia,roseira,mas nunca,em nenhuma momento,essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas,e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado."



(Caio Fernando Abreu)

domingo, 20 de julho de 2008

Sobre o sentir

Há muito não sentia aquilo.Foi como uma benção estranha que entrara pela janela.Podia fechar os olhos e ver o trailer do que passara.Parei por um minuto e quando dei por mim,estava deitada e só,escutando aquela canção,sobre como me sentir melhor.Mais uma vez me perdi no caminho.Me perdi entre os retalhos do ontem.Estava naquele fim de tarde e desejei que nossas mãos nunca tivessem se soltado.Mas não.O que eu podia fazer?Eu o deixei ir embora.E desde esse dia,nunca mais voltou.As ondas vieram é levaram meu castelo de areia.Era mesmo o fim.E nunca mais voltei a sentir meu coração juntinho no coração de alguém.

ps: Eu te amo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sempre que chove
tudo faz tanto tempo...


(Mário Quintana)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

".... Deixa que o vento corra, coroado de espuma, que me chame e me busque galopando na sombra, enquanto eu, mergulhado nos teus imensos olhos, nesta noite imensa, descansarei, meu amor..."


Pablo Neruda*

Canção do dia de sempre.

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...
E a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana

domingo, 13 de julho de 2008

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda.